Oi, Tudo bem?

Oi, tudo bem?


Se alguém só teve sua primeira experiência sexual após os 40, é provável que essa pessoa usou ou usa redes sociais para encontrar parceiros. Hoje em dia são comuns os sites e aplicativos que pretendem conectar as pessoas com base em suas preferências e interesses. Esse é um recurso interessante, sobretudo para o público gay e LGBT, que assim consegue evitar importunar ou ofender alguém que não concorde com ou não se interesse por seu estilo de vida. 


Porém, esses recursos nem sempre funcionam, e ainda podem ser perigosos. A experiência me ensinou a filtrar a maioria dos perfis e mensagens recebidas, pois trata-se de perfis falsos e de mensagens sem objetivo, apenas para importunar. É necessário, também, estar atento a mensagens de potenciais criminosos ou pessoas mal intencionadas. Há ainda aqueles que se fazem passar por outras pessoas. Eles colocam uma foto de alguém em seus perfis, mas, quando você as encontra, percebe que não é a mesma pessoa da foto.


Os sites e apps de relacionamento também nos fazem vivenciar situações repetitivas ou conversas que não vão a lugar algum. Começamos geralmente com um "oi", ao que nos respondem "oi". Depois, segue-se um "tudo bem?", "De onde fala?", etc. Às vezes não passa disso. Outras vezes, a conversa se estende um pouquinho mais, umas duas ou três frases e se encerra. Não é incomum que a pessoa fique meses, ou até mesmo um ano inteiro sem se relacionar com ninguém, por conta desses perfis fake, ou até mesmo de organizações de hackers e golpistas. Essas pessoas se infiltram nesses programas e se fingem de usuários para atrapalhar o funcionamento do site ou app para quem realmente deseja encontrar alguém. Isso ocorre principalmente nos apps voltados para o público gay.


De qualquer forma, os apps acabam facilitando a vida das pessoas do grupo LGBT, pois permite que elas só se candidatem a encontrar-se com parceiros de interesses semelhantes aos seus. Os apps para pessoas heterossexuais também são comuns e têm milhares de usuários. Porém, é preciso usar estas coisas com cuidado e muita discrição, para evitar cair em ciladas armadas por bandidos.


Talvez um dia as pessoas poderão abordar umas às outras livremente na rua e demonstrar seu interesse. Nesse tempo, os apps e sites de encontros não serão mais tão necessários. Mas até lá, é bom que exista essa alternativa à abordagem direta, que poderia gerar constrangimento ou até nos expor a uma possível agressão. Por enquanto, é melhor fazer o primeiro contato através dessa realidade virtual, para não acabar dançando logo no primeiro encontro.


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